Algumas decisões ficam difíceis de examinar num texto longo. Você quer mudar uma premissa, comparar duas alternativas ou ver qual informação está faltando. Uma interface simples, feita com IA, pode tornar essas relações visíveis e dar à conversa uma forma que permite experimentar.

Recursos como os Artifacts do Claude produzem entregas que podem ser abertas e editadas ao lado da conversa. Para a liderança, o interesse está no que esse formato ajuda a compreender.

Transforme uma dúvida em algo que possa ser manipulado

Uma equipe escolhe entre três locais para um encontro. O preço de locação é conhecido, mas transporte, acessibilidade e estrutura variam. Uma tela pode reunir os dados, permitir anotações e mostrar os campos ainda sem informação.

A interface deve revelar as premissas. Se calcula um custo total, mostra o que entrou na conta. Se ordena as opções, explica os critérios. Uma classificação sem essa transparência dá aparência de precisão a uma preferência escondida. Também dá para começar sem pontuação: colocar as diferenças lado a lado já ajuda a reconhecer o que merece discussão.

Verifique o comportamento, além da aparência

Altere uma informação e confira onde ela aparece. Deixe um campo vazio. Inclua uma opção fora do padrão. Essas verificações mostram se a tela preserva o significado dos dados. Antes de compartilhar, alguém precisa conseguir reconstruir um resultado a partir das fontes, e deve estar claro quem acessa e quais dados ficam visíveis.

Ao pedir uma entrega interativa, descreva a pergunta que ela precisa ajudar a responder. No AI Thinking, de Dani Hayoshi, o valor de uma interface está na compreensão que ela produz para a próxima escolha. Veja também Como usar a IA no trabalho.


Dani Hayoshi é autora de AI Thinking. Seu trabalho conecta inteligência artificial, educação e empreendedorismo. Conheça sua trajetória.